• André Dias

Tendências para os empregos no Brasil

Atualizado: Mai 19


Primeiramente, inicio a minha análise explicando que, de acordo com dados divulgados pelo IBGE na última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), agora no mês de mar/20 temos o seguinte cenário no Brasil:


  • A população em Idade de Trabalhar (14 anos ou mais) no Brasil totaliza 172 milhões de pessoas;

  • Deste total, a Forca de Trabalho é de 106,1 milhões de pessoas.


A diferença entre os 2 números acima (Total com idade para Trabalhar x Força de Trabalho Efetiva) totaliza 65,9 milhões de pessoas. Este grupo se caracteriza por pessoas que não procuram trabalho, mas também não se enquadram no desalento, que são aquelas que desistiram de procurar emprego.


Assim, para entender como está o cenário atual no Brasil, o IBGE identificou que do total dos 106,1 milhões que compõe a Força de Trabalho:


  • 93,7 milhões estão ocupadas e,

  • 12,3 milhões estão desempregadas(11,6%)


* Dica importante: Para facilitar toda vez que um amigo de trabalho ou familiar perguntar a você sobre emprego no Brasil, lembre-se que a Força de Trabalho no país é de aproximadamente 100 milhões de pessoas (mais precisamente 106,1 como citado acima). Assim, quando você escutar o percentual de desempregados no país, lembre-se que é "quase igual" ao número absoluto: 12% (arredondado) = 12 milhões (arredondado). Os números corretos estão acima.


Se compararmos o total de ocupados (93,7 milhões) com o Total de Pessoas que poderiam trabalhar (172 milhões), o nível de ocupação no país atualmente é de 54,5% no trimestre encerrado em fevereiro/20.


Do total de empregos no país, o setor privado emprega 33,6 milhões de pessoas com carteira assinada e mais 11,6 milhões são ocupadas sem carteira. Já os empregados no setor público são 11,4 milhões de pessoas, incluindo servidores estatutários e militares, sendo que as pessoas que contribuem para o Instituto Nacional de Previdência Social (INSS) são 58,97 milhões, o que representa 62,9% do total de ocupados no Brasil.



Já as pessoas que estão na informalidade totalizam 40,6% no trimestre encerrado em fevereiro, somando 38 milhões de trabalhadores informais. A informalidade inclui trabalhadores sem carteira assinada, que somam 11,6 milhões, trabalhadores domésticos sem carteira, num total de 4,5 milhões, empregadores sem CNPJ (810 mil), por conta própria sem CNPJ (24,5 milhões) e trabalhadores familiares auxiliares (1,97 milhão).


Apesar da diminuição da informalidade, o rendimento médio real habitual ficou estável na comparação trimestral e na anual, no valor de R$ 2.375.


E como fica agora o emprego no Brasil após surgimento do Coronavírus?

Tenho visto ainda muitos setores que tem se beneficiado neste momento são aqueles que estão relacionados com a chamada Economia (ou Transformação) Digital, por exemplo:


  • empresas de Off2On e aplicativos de entrega (principalmente para setores de entrega de alimentação e bebidas);

  • Empresas de tecnologia diversas;

  • Bancos Digitais;

  • Empresas de varejo com estratégias digitais;

  • Plataformas de e-commerce e marketplaces;

  • Setores essenciais: Supermercados e farmácias.


Já os que estão sofrendo e podem perder ainda mais este ano, destaco:


  • Empresas de Eventos (salvo aquelas que consigam adaptar seu negócio para o digital);

  • Escolas e Universidades;

  • Viagem e Turismo em geral (hotéis, cias aéreas, etc);

  • Pequenas Empresas de Varejo e Serviço (capital de giro será o grande dificultador);

  • Shopping Centers;

  • Construção Civil e Imobiliário;

  • Setor Automotivo;

  • Startups de vários setores que dependem de investimentos de terceiros.


E quanto isso deve gerar de impacto no emprego aqui no Brasil?

Para ser simples e direto, historicamente projetei que emprego no Brasil tem acompanhado a variação do PIB e, desta forma, a cada 1% de queda no PIB esperada para o país, teremos cerca de 1,2 milhões de novos desempregados, ou seja, se realmente o PIB cair -5% este ano (conforme previsões do governo e especialistas), teremos mais 6 milhões de desempregados até o final de 2020 (incríveis 18,3 milhões de desempregados no Brasil), podendo este número sofrer alguma variação se as empresas do setor privado receberem incentivos do governo que sejam mais apropriados para o momento crítico que estamos vivendo ou ainda com a diminuição salarial do setor privado e público também.


Sobre André Dias:

Formado em Sistemas de Informações (USJT), com pós graduação em gestão de projetos (FIAP), MBA em Marketing (ESPM) e especialização em ciência de dados (Johns Hopkins, USA).


Possui 22 anos de experiência nas áreas de tecnologia, pesquisas, comércio eletrônico, inovação e desenvolvimento de negócios, sendo responsável pela criação de diversas iniciativas para criação de empresas com foco em medição e inteligência de mercado para o varejo digital.

• Diretor Executivo da E-CONFY Group – 2018 - Atual • CEO - E-bit/Buscapé - 2015-2018 • Head de Omnichannel e Inovação – Via Varejo / CNOVA - 2014-2015 • Co-founder / CMTO - Kantar IBOPE E-commerce – 2012-2014 • Gerente de Inovação - Kantar IBOPE Media – 2008-2012 • Country Manager – Capgemini – 2005-2008 • Experiências Anteriores: T-Systems, HP e Mercedes-Benz - 1997-2005

MCC ENET

Referência em métricas e indicadores do consumo online no Brasil

Realização Compre & Confie e Camara-e.net

Posts Recentes

NEOTRUST 4ª edição

Relatório com os principais indicadores do e-commerce no Brasil.

Blog Compre & Confie

  • Instagram - Compre & Confie
  • LinkedIn- Compre & Confie
  • Twitter - Compre & Confie
  • Facebook - Compre & Confie

Faça parte do Movimento!

Pode confiar, pode baixar!

É grátis!

botão.png
botão-google.png